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  • Ju Vechi

Marcas, mundo em transformação!

Atualizado: Ago 17

Vivemos um tempo de reinvenção. Revolucionamos nossa comunicação, quebramos a barreira da distância e do espaço físico, repensamos como nos alimentamos, nos locomovemos e consumimos. Esse universo em transformação mudou nossa vida e a forma como nos relacionamos com as marcas.

Quanto mais “digitais” nos tornamos, mais importante é a experiência positiva com a marca na decisão de escolha dos consumidores. Hoje é comum olharmos o rótulo e procurar se o hidratante faz testes em animais, se o pão tem glúten e lactose, se a embalagem é reciclável, dentre tantas novas preocupações que caracterizam nosso jeito de viver. Essas observações eram irrelevantes há pouco tempo. Hoje são questões que permeiam a decisão do consumo seja no ambiente virtual, na prateleira ou na assinatura de um contrato.


Consumidores buscam perceber o valor além do produto, o posicionamento da marca.


Em 2017, uma pesquisa foi publicada na Revista Exame, através de um levantamento pessoal quantitativo, o autor contabilizou o número de marcas que se relacionou durante uma semana em rotinas diárias. Chegou ao número de 741 marcas diferentes, destas, 182 eram marcas que ele não escolheu consumir, mas que ofertaram seus produtos ou serviços através de ações de marketing ou publicidades diversas, ainda, destas últimas, 35 tentaram atrair atenção diversas vezes por dia. Essa promoção aos lotes parece cada vez menos agradável ao consumidor, estudos sobre o consumo mostram uma tendência da preferência por marcas que parecem ter algo mais a oferecer em detrimento da ideia de promover-se em espaços comprados para falar bem de si mesma.


O cenário das marcas enfrenta o desafio de tornar-se relevante para um público com exigências em constante modificação. Ter um diferencial bem estabelecido, real e em sincronia com o seu propósito de marca nunca foi tão importante. O fato é que apesar da resposta parecer simples, encontrar esse algo mais é um exercício que muitas empresas não fazem ou nem sequer sabem por onde começar. Esses aspectos são as sementes da comunicação. Caso o propósito não esteja em sincronia com os anseios do consumidor, a comunicação tente a falhar e isso se reflete em queda no faturamento da empresa.



Pequenas e médias empresas brasileiras nascem sem pensar no planejamento da marca, diversas vezes acompanhei empresas que funcionaram durante anos de maneira intuitiva, na base do “erro x acerto”. A falta de organização na estratégia e de um posicionamento leva a gastos de energia e resultados pouco efetivos. Saber comunicar seu diferencial e mostrá-lo de forma correta é essencial para qualquer marca. Com a ampliação do cenário competitivo, o aparecimento de novas mídias e a mudança no comportamento das pessoas, é cada vez mais importante que a comunicação empresarial esteja organizada de maneira estratégica. E se você está achando que a sua empresa não precisa pensar nisso, te convido refletir sobre a seguinte afirmação: “Hoje as famílias estão mais conscientes e preocupadas com a alimentação saudável.”


Acredito que em maior ou menor grau todos concordamos com essa frase. Pois bem, essa afirmação impacta diretamente a venda de produtos da Coca-Cola. Se essa empresa enorme, que vende produtos que alcançam um dos públicos mais diversos da história das marcas precisa trabalhar a percepção da sua essência e, talvez tenha que repensar sua gama de produtos, é bem provável que a sua marca também precise observar melhor as mudanças do mundo.


Compreender essa transformação é crucial para que as empresas possam engajar seu público. Convido você a mergulhar no universo da sua marca para entender se está comunicando de verdade o seu potencial. É uma jornada, vamos juntos?


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